COLUNA DO HUMBERTO MENDES - 14/11/17

 

Defender uma atividade é dever de todos e não apenas de pequenos grupos.

 

Cada segmento de mercado tem os seus problemas: pequenos, médios, grandes e mesmo gigantescos.  E na maioria das vezes, esses da última categoria, são problemas que podem afetar a própria existência de empresas, empresários e de todo o negócio.  É nessas horas que é importante a união de todos os componentes das categorias em risco. Podemos sempre ver isso acontecendo à nossa volta, a partir de exemplos como, quando os bancos correm o risco de perder relevância e seu grande prestígio como os estimuladores do progresso e desenvolvimento das pessoas, dos negócios e do país, como um todo, a Febraban, os banqueiros,  os bancários e muitas vezes os próprios clientes se unem e partem para a luta em defesa da categoria e isso tem dado bons resultados.  Quando a agricultura começa a perder valor, com os preços caindo por terra, as entidades setoriais todas indistintamente,  se unem e partem para o confronto, seja com o governo, seja com os compradores nacionais e internacionais que intentam reduzir os preços, ou impõem sanções e valores absurdos, minimizando  os ganhos e como consequência, acabam destruindo a qualidade de quem produz  os principais insumos, sem quais a vida de todos seria caótica.  E não só o país, mas o mundo como um todo, perde o acesso a produtos fundamentais para sua sobrevivência

E o Brasil  não para, porque “o mundo precisa comer e continuar vivendo.”

Na indústria, então, quando acontecem problemas semelhantes o exemplo vem lá de cima.  É a  CNI Confederação Nacional da Indústria envolvendo as Federações, Associações, Sindicatos e produtores em geral, na defesa de seus interesses. E os resultados tem sido bons para todos os lados.

A gente vê exemplos de união até na contravenção, o que não chega a ser um bom exemplo, mas toda vez que um bicheiro é desafiado, quando  os jogadores carregam pesado num bicho, para não correrem o risco de ter que pagar prêmios astronômicos aos ganhadores, os bicheiros dividem entre eles a receita do jogo e cada um perde um pouco, quando perdem.

Quando um formigueiro é atacado por vespas e outros predadores, as formigas se unem e põem as vespas para correr. O mesmo acontece com as abelhas, com os macacos e tem até uma historinha da beija flor que enfrentava um incêndio na floresta fazendo muitas viagens ao rio para pegar sua gota de agua e ajudar a apagar o fogo. 

A união de todos é fundamental  até entre os insetos  e  outros bichos.

Mas infelizmente o que estamos vendo hoje no nosso setor a propaganda, é uma perda cada vez maior de relevância,  dos  valores  éticos, morais e profissionais que sempre tivemos, mas não vemos uma união de todos, a não ser de  um ou outro pequeno grupo que nem mesmo representa toda a categoria, em defesa desses valores e aí não resta outra alternativa  que não seja aquela de aconselhar: “o último que sair apague a luz e feche a porta...”

Não. Não  é isso o que queremos para a nossa atividade. O que precisamos fazer urgentemente é nos unirmos para defender a manutenção de nossos valores éticos, morais, profissionais e financeiros ou teremos um fim triste. Esta não é tarefa de cada um, mas de todos nós que tiramos o pão nosso de cada dia, da propaganda.