COLUNA DO HUMBERTO MENDES 23/03/18

 

Cuidado, porque o mercado castiga.

 

Essa é uma pequena história de fracasso e de sucesso.

         

 Eram duas agências de publicidade. A colaboração de ambas para a história da propaganda brasileira poderia ter sido mais alegre, mais útil e mais colaborativa, enfim mais aproveitável para  o próprio desenvolvimento da atividade, mas infelizmente tivemos nessa pequena história, a tristeza de ver que, apenas uma daquelas empresas envolvidas, sobreviveria. E foi assim  que aconteceu:

quando começou a derrocada de valores em várias atividades dos negócios no Brasil, e não faz muito tempo, a publicidade não ficou de fora da sanha  avassaladora daqueles que nos impuseram essa derrocada definindo os preços,  prazos e maus costumes nunca vistos na nossa atividade.   A ação nefasta desses criminosos serviu para juntar, como um princípio básico de negócios,  esse triunvirato maldito: ”pago quanto quiser, pago como quiser e pago quando quiser.  E assim reduzo custos e até paro de pagar criação, planejamento, atendimento e outros serviços que posso negociar  diretamente com veículos e com quaisquer fornecedores...” 

Seguindo à risca e aceitando como o mais correto, essa nova pratica de canibalismo ou auto autofagia, uma das agências aceitou tais exigências, primeiro se desligando do seu bom Sindicato e das  demais entidades do setor, para poder fazer o que bem entendesse.  Com o preço lá embaixo, conquistou várias contas, e vivendo um verdadeiro sonho de uma noite de verão, nem percebeu que foi reduzindo seus ganhos, contratando profissionais de qualidade inferior e prestando serviços cada vez piores.

Mas o mercado castiga e quando este entrou num processo de recuperação, era tarde demais para agência que perdeu competência técnica, perdeu o  costume de trabalhar sério e perdeu tudo, porque  ouviu o canto da sereia.

 

A  outra agência da história, manteve sua dignidade, prestando serviços de qualidade seguindo princípios éticos, morais e profissionais e cobrando um preço justo por seu trabalho.  Fez tudo como os bons princípios recomendam e sobreviveu.

 

Porque o mercado castiga quem faz o contrário.

 

Humberto  Mendes