Sistema Nacional das Agências de Propaganda
10 de outubro de 2016
ENCONTROS DA INDÚSTRIA DA COMUNICAÇÃO DO RIO DE JANEIRO COM OS CANDIDATOS À PREFEITURA DO RIO 2016
I – HISTÓRICO DA INDÚSTRIA DA COMUNICAÇÃO CARIOCA
* O Rio foi o berço da Indústria da Comunicação no Brasil. Como capital federal, a cidade foi sede de grandes multinacionais, como Shell, Esso, Gillette, Xerox, Souza Cruz, Reynolds, IBM, que atraíram as primeiras agências americanas de publicidade a se instalarem aqui. Nomes como J.Walter Thompson, Ogilvy & Mather e McCann Erickson.
* Apoiadas na existência de toda a administração federal, com anunciantes como Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica, DNER, etc., estabeleceram-se também no Rio grandes agências de publicidade de capital nacional, propiciando o desenvolvimento de uma enorme rede de fornecedores para produção de comerciais, jingles, materiais gráficos etc.
* A partir dos anos 80 e 90, uma série de fatores levaram ao início da degradação da Indústria da Comunicação no Rio. Por conta do aumento da insegurança (onda de sequestros) muitas multinacionais decidiram mudar suas sedes para São Paulo. Grandes players da indústria de bebidas deixaram o Rio, com Brahma e Pepsi.
* A transferência dos grandes órgãos federais – tradicionais anunciantes – que vinha ocorrendo gradativamente, teve no Governo Collor, o seu tiro de misericórdia, deixando no Rio praticamente apenas a Petrobras.
* Na área bancária, que sempre foi grande contratadora de comunicação, perdemos o Banco Nacional e o próprio Banerj, também vendidos para o empresariado paulista.
* Nem a cidade nem o estado do Rio de Janeiro conseguiram, após a perda do status de Capital Federal – compensar a perda econômica com a implantação um programa de desenvolvimento industrial. Não atraímos a instalação de anunciantes de porte médio. Vale lembrar que a Indústria produtiva movimenta muito mais a área de Comunicação que a de Serviços, por sua necessidade constante de desenvolvimento de embalagens, campanhas e eventos de lançamento de produtos, esforços de motivação da rede distribuidora no varejo, ações em ponto de venda para o consumidor etc.
* Hoje, os grandes anunciantes do Rio são das áreas de Serviços e Varejo. E mesmo o Varejo viu suas grandes redes cariocas serem adquiridas por empresas paulistas. Liste-se aí – entre as que fecharam ou foram vendidas — Casas da Banha, Disco, Sendas, Mesbla, Sears, Ponto Frio.
* Perdemos peso também na área de Turismo de Negócios – as grandes feiras e exposições comerciais que atraem empresas, expositores e turistas com poder aquisitivo acima da média. Eram no Rio e transferiram-se para São Paulo duas gigantescas feiras: ABRAS (Setor supermercadista) e ABAV (Turismo e Viagens).
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Note-se que Barcelona, após sua Olimpíada, passou a investir fortemente no Turismo de Negócios. Hoje, há sempre uma grande feira ou exposição acontecendo na cidade. No Rio, passada a Copa e a Olimpíada, não temos previsão de um novo grande evento.
* O esvaziamento do Rio acabou refletindo-se também na área editorial. O Rio viu fechar praticamente todas as suas editoras de revistas, como Vecchi, Rio Gráfica e Bloch. E grandes jornais como o JB, Jornal do Commercio, Última Hora, Tribuna da Imprensa. E o próprio Globo, desde 2015, transferiu para São Paulo a base do seu departamento comercial.
* O resultado de todo este esvaziamento é claro: – Menos oportunidades de trabalho, que leva a aumento de desemprego. – Menos empresas de comunicação, que leva a retenção de menos ISS para o município.
II – QUESTÕES A DISCUTIR SOBRE A CIDADE E SUA COMUNICAÇÃO
III – QUESTÕES A DISCUTIR SOBRE A PREFEITURA E SUA COMUNICAÇÃO
3 problemas de comunicação da cidade do Rio de Janeiro? O que acha de a Secretaria de Comunicação manter uma agenda de reuniões mensais com o mercado para debater estas questões.
Rio de Janeiro, 10 de outubro de 2016
Pelo Fórum Rio de Comunicação,
Marcio Ehrlich
Secretário Executivo
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